18 de março de 2017

Só Para Testar Nosso Machismo

Estes cientistas enviaram um foguete a Marte com menos dinheiro do que a produção de "Perdido em Marte". E estão felizes por serem mulheres. Mulheres indianas, no caso.


Equipe da ISRO - Indian Space Research Organization celebra após a Nave Orbital de Marte entrar na órbita do planeta (créditos: Manjunath Kiran / Getty)

Inspirado no artigo original de Steven Levy.

Em 5 de novembro de 2013, um foguete foi lançado a Marte. Foi a primeira missão interplanetária da Índia, chamada Mangalyaan, e uma aposta sensacional. Apenas 40% das missões enviadas a Marte pelas maiores agências espaciais - NASA, Rússia, Japão ou China - tem algum sucesso. Nunca se conseguiu entrar na órbita de Marte na primeira tentativa. E mais, a agência espacial indiana - ISRO - tem um orçamento apertado: enquanto a sonda Maven, da NASA, custou 651 milhões de dólares, o orçamento da missão indiana foi de 74 milhões de dólares. Só pra comparar, o orçamento do filme "Perdido em Marte", de 2015, foi de US$ 108 milhões. Ainda é bom dizer que desde que o programa iniciou, a ISRO lançou o foguete em apenas 18 meses.

Alguns meses e milhões de quilômetros depois, a nave se preparou para entrar na gravidade de Marte. Foi um momento crítico. Entrar no ângulo errado por apenas 1 grau de diferença pode fazer a nave se espatifar no solo ou passar direto pelo planeta.

Aqui na Terra, a equipe de cientistas e engenheiros aguardavam um sinal do orbitador. O projetista da missão, Ritu Karidhal, trabalhou as 48 horas anteriores ininterruptamente, antecipando problemas. Olhavam como crianças para telas de TV. Quando o sinal chegou, a sala rompeu em aplausos e alegria. Nandini Harinath disse que "não é preciso assistir filmes de suspense, basta trabalhar um dia aqui na sala de controle".

Mas este não foi o único sucesso da missão. A imagem dos cientistas celebrando na sala de controle da missão se tornou viral. Indianas tinham novas heroínas: um tipo de heroína que veste saris e usam flores no cabelo, além, é claro, de lançar foguetes ao espaço.

Uma destas mulheres é Moumita Dutta, que no 9º ano do ensino fundamental estudou a luz e ficou fascinada. Esta obsessão a levou a formar-se engenheira. Em Kolkata, 11 anos atrás, ela leu no jornal que a Índia iria lançar uma missão à Lua. Em 2008, dizia, chegariam à Lua. Ela deixou a oferta de fazer um PhD no exterior e se mudou para o outro lado do país para juntar-se à ISRO nesta missão.

Posteriormente, a ISRO anunciou a missão a Marte em 2012, com o objetivo de construir uma nave capaz de entrar na gravidade marciana e, uma vez por lá, conduzir experimentos científicos. A missão tinha um orçamento limitado e precisava ser completada em tempo recorde: apenas 18 meses para planejar, construir e testar tudo. A nave iria entrar na órbita de Marte numa elipse que iria cortar toda a comunicação com a equipe no momento mais crucial da missão. As engenheiras precisavam, então, mostrar que podiam desenvolver mecanismos que poderiam se manter funcionais sem interferência da equipe na Terra. Também lhes disseram que todos os experimentos que iriam fazer, juntos, não poderiam pesar mais que 15 quilos.


Moumita é a da direita, com a colega de equipe Minal Rohit. (Créditos: ISRO)

Como especialista em sensores, Moumita começou a desenhar sensores de gases, principalmente metano, para funcionar em Marte. "Nós estávamos construindo algo que nunca havia sido construído antes, todo dia era um desafio", disse.

A cultura indiana é fechada para mulheres que pretendem desenvolver uma carreira. É quase um ato de rebelião. No caso de Minal, a colega de Moumita, seus pais se opuseram radicalmente. Quando ela sugeriu que iria deixar a casa para buscar melhor educação, seu pai lhe perguntou: "e como espera encontrar um bom casamento?" Apesar de tudo, diante da persistência de Minal, seus pais a enviaram para outra cidade, onde teria condições de fazer um Ensino Médio melhor. Ela conseguiu notas para entrar na faculdade de medicina, mas seus pais também tiveram uma participação em sua decisão e aconselharam-na fazer engenharia. Era o que ela sempre sonhara fazer.

O cronograma apertado forçou a inovação. Ao invés de tentativa e erro, equipes de subsistemas, como a equipe de ótica da Moumita, construíam seus aparelhos baseados no trabalho integrado das outras equipes. O grupo fez com que todos os subsistemas - óticos, eletrônicos, mecânicos - funcionassem em harmonia sob critérios duros. Não haveria tempo para testes. Eles precisavam funcionar.

Minal diz que "no espaço, nenhum erro é aceitável. Nossa margem de erro precisa ser zero". O papel de Minal foi planejar meticulosamente a integração de todos os sistemas. Às vezes, chegava de manhã ao trabalho e havia um novo sensor sobre sua mesa para ser integrado ao projeto. "Muitas coisas haviam sido testadas somente pelas equipes de subsistemas. Então, eu confiava neles quando diziam que estava tudo OK, mesmo sem documentos ou certificados". E completou rindo, "muitas vezes eu me peguei orando a Deus quando apertava o botão de ligar, pedindo para que simplesmente ligasse sem explodir tudo"! Não houve explosões.

O sinal de comunicação de um orbitador demora 12 minutos para viajar os 225 milhões de quilômetros que separam a Terra de Marte. Doze minutos intermináveis para quem espera corrigir algum erro. Depois de dado um comando, são 12 minutos até a nave em Marte. Os cientistas da ISRO superaram suas capacidades ao construir um mecanismo autônomo, um software capaz de diagnosticar e corrigir qualquer problema por si só.

A projetista do software, Ritu Karidhal, mostra como foi influenciada pelo corpo humano. "É como um cérebro. Ele recebe sinais de sensores como os olhos, orelhas e terminações nervosas. Se há algum problema em qualquer lugar do corpo, o cérebro reage imediatamente. Foi isso que fizemos com o sistema autônomo, inserindo ferramentas de diagnóstico muito avançadas e prevendo os problemas que poderia encontrar. Nós tínhamos 10 meses para pegar tudo - sensores, ativadores e motores - entender como funcionavam e colocar pra funcionar".

"Se você tem um desejo sincero e quer alcançá-lo, teste todos os caminhos", disse Minal Rohit, cujo sensor continua medindo os níveis de metano em Marte. "Eu sempre digo, mantenha metas de curto prazo ativas para motivá-lo. Então, trace um limite a ser alcançado por sua mente, algo claro que você deseja. Um grande sonho ou vários pequenos sonhos".

"Ajudar as pessoas comuns é o meu grande sonho", continua. "Marte foi um sonho pequeno. Agora estou pensando: e depois?" O céu não é o limite.

5 de março de 2017

Cientistas de Harvard São os Melhores... Não, Pera!

Cientistas de Harvard abalaram o mundo ao transformar hidrogênio em metal, mas perderam o único protótipo

Por Katherine Ellen Foley
Original no site Quartz

Agora em janeiro, os físicos da Harvard Isaac Silvera e Ranga Dias publicaram um artigo dizendo que haviam resolvido um problema de 80 anos de existência: transformaram hidrogênio, normalmente um gás, em um metal possivelmente supercondutor.

Não é fácil manipular elementos químicos e mudar seu estado físico. No caso, Silvera e Dias utilizaram uma pequena amostra de hidrogênio congelado pressionada contra diamantes sintéticos e safiras, impermeáveis ao gás, e colocaram uma pressão 5 milhões de vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar.

Por conta da pequena amostra (uma fração de milímetro), eles não puderam realmente comprovar que o hidrogênio se tornou metal - mas refletia como se fosse um, de acordo com as observações, e concluíram que era metal.



Só que na última semana - só um mês após o anúncio original - a equipe disse que a experiência sumiu. A descoberta da "metalização" do hidrogênio foi predita em 1935 e está para ser descoberta.

Falsas reivindicações da descoberta do hidrogênio metálico foram feitas antes. Em 2012, os pesquisadores Max Planck do Instituto de Química na Alemanha, reportou que fabricou o elemento que existia só em teoria, mas depois admitiu que superestimou a pesquisa. "Nossas observações não foram perfeitas", disse Mikhail Eremets, um físico que trabalhou junto com Max.

A experiência virou gás novamente ou nunca existiu?

Cão que Ladra Não Morde

Evolução no Tratamento de Queimaduras, e é Brasileira!

Ilusão de Ótica

Sincronizaram a câmera com a velocidade dos rotores do helicóptero. O resultado foi essa ilusão de ótica incrível.

14 de fevereiro de 2017

Qual o Tamanho de um Peido?

Adaptado do artigo de Maggie Koerth-Baker

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Vai dizer que você nunca pensou nisso? Crianças fazem perguntas difíceis. Nos seus cerebrinhos existem coisas que os adultos não sabem. Olha só que pergunta legal:

Quanto espaço um peido ocupa no corpo? - Inbal R., 5 anos

Não tem como saber exatamente quanto gás existe no seu corpo agora. Na verdade, cada pum tem um tamanho diferente, com composições diferentes. São a diversidade em pessoa. Porém, um estudo de 1997 feito com 16 norte-americanos encontrou um intervalo bem grande entre os peidos que eles soltaram. Foi entre 17 e 375 ml. Imagine o menor como um vidrinho de esmalte e o maior como uma lata de refrigerante.

Eu sei o que você está pensando. "Como é que conseguiram pegar um peido?" Será que foi isso que "ela" pensou quando falou de estocar o vento? E, mais profundo ainda, pensamos sobre o "por que alguém iria querer estudar sobre o tamanho dos peidos?" O Dr. Michael Levitt, pesquisador que fez o teste dos gases, disse que não há muito valor para estes dados. Ele diz que "são apenas fatos fisiológicos".

Em 2009 um pessoal resolver fazer umas tomografias para saber se o volume de gás no intestino dos pacientes poderia levar a distensões e lesões no órgão. Os gases aparecem nas tomografias porque a densidade molecular é diferente dos órgãos, ossos e músculos do abdômen. Eles perceberam que o volume de gás não influencia nos problemas intestinais que essas pessoas tinham.

Geralmente, os gases não provocam inchaços. Ou seja, peidar não vai resolver o inchaço ou a dor abdominal. Estudos feitos por outro médico, Fernando Azpiroz, da Espanha, concordam com isso.

Certos alimentos - e isso é verdade - podem aumentar as flatulências (nome científico para o pum). O feijão, por exemplo, fermenta facilmente no organismo e produz resíduos gasosos. Em 2012 os pesquisadores juntaram pessoas saudáveis com pessoas que tinham problemas gastrointestinais crônicos e alimentaram todos com um café da manhã neutro. Com um cateter introduzido no ânus, coletaram os peidos e transferiram para uma máquina que mediu o volume do gás em tempo real. Seis horas após cada refeição eles repetiam a operação.

Após o café da manhã neutro, a média de puns de cada pessoa ficou em 260 ml a cada 6 horas. Quando comiam feijão no café da manhã, aumentou para 660 ml. Todos os pesquisados produziram quase a mesma quantidade de gás, porém as pessoas com problemas gastrointestinais relataram mais desconforto para expelir esse gás.

A conclusão dos cientistas foi que o problema não está no tamanho do pum, mas que o inchaço e desconforto - como quem tem a síndrome do intestino irritável - sofrem alguma desordem nervosa que causa hipersensibilidade à dor. É o que disse o Dr. Bruno Chumpitazi, que conduziu a experiência no Texas. Em outros testes, o Dr. Chumpitazi inseriu balões infláveis no intestino dos pacientes e foi injetando ar lentamente, mas as pessoas com problemas intestinais sentiam dor, inchaço e desconforto quando o balão estava bem mais vazio do que os balões inseridos nas pessoas saudáveis.

A teoria do Dr. Azpiroz para os problemas com gases é a posição do diafragma. Pessoas que se sentem inchadas, geralmente tem o diafragma "caído", empurrando o estômago para fora. Ele suspeita que é um comportamento aprendido, uma reação ao desconforto causado pela hipersensibilidade no abdômen. E há cura. É necessário reposicionar o diafragma através de exercícios que os pacientes podem fazer de maneira consciente.

E ninguém teria sabido nada disto se os cientistas não tivessem decidido descobrir quanto espaço um peido toma no corpo.

16 de dezembro de 2016

A Dor e a Beleza da Mudança de Vida

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Artigo original escrito por Leo Babauta em 18/09/2013 você pode ler clicando aqui.

A razão para o nosso sofrimento é a nossa resistência às mudanças da vida. E a vida é toda mudança. Enquanto resisto a mudar (e sofrer) como qualquer outra pessoa, aprendi a me adaptar. Eu aprendi a ter alguma flexibilidade. Eu percebi que tudo muda, e isso é lindo.

A dor das mudanças da vida
O que eu quero dizer ao afirmar que o nosso sofrimento vem da resistência às mudanças na vida?
Vamos dar uma olhada em algumas coisas que nos dão problemas:

Alguém grita com você no trabalho. A mudança está enraizada no fato de que esperamos que as pessoas nos tratem com bondade, justiça e respeito, mas a realidade é que nem sempre isso acontece. Quando não o fazem, resistimos a essa realidade e queremos que as coisas sejam como queremos que sejam. E então ficamos loucos, magoados ou ofendidos.

Seu filho de 3 anos (ou 13 anos) não escuta o que você diz. Mais uma vez, você espera que seu filho se comporte de certa maneira, mas é claro que a realidade é diferente. E quando a realidade não está de acordo com nossas expectativas, ficamos estressados.

Você perde seu emprego. Esta é uma mudança enorme, que afeta não apenas sua estabilidade financeira, mas sua identidade. Se você é um professor, e perder o seu trabalho de ensino, agora vai ter que lidar com as mudanças na forma como você se vê. Isso pode ser muito difícil. Resistir a essas mudanças (e às restrições financeiras que vêm com a perda de emprego) pode ser muito doloroso.

Você tem muitas tarefas e se sente oprimido. Qual é a mudança aqui? Queremos que as coisas estejam no controle, mas há situações claras em que as coisas estão fora do nosso controle. Novas tarefas e informações vêm, novos pedidos, novas demandas. E estas mudanças são difíceis, porque pensamos que tivemos o tempo sob o controle, e agora não é mais assim. Nos sentimos oprimidos e estressados.

Um ente querido morre. Uma das últimas mudanças é a morte, é claro, mas o que mudou? Bem, a pessoa obviamente não está mais na nossa vida (pelo menos, não da mesma maneira), mas tão dolorosamente, não somos a mesma pessoa quando um ente querido morre. Temos que mudar quem somos - agora somos viúvos em vez de cônjuges, pais sem filhos ou amigo que fica sozinho (por exemplo). Nós queremos que a vida seja da maneira como era, mas não é, então nós sofremos e passamos até por momentos de ira.

Isso é apenas um começo. As coisas mudam o tempo todo, e resistimos. Nosso dia muda, nossos relacionamentos mudam, outras pessoas não agem da maneira que deveriam, nós mesmos estamos mudando, constantemente, e é difícil de lidar com estas coisas.

Portanto, esta é a dor da mudança, de não estar no controle, de coisas que não atendem às nossas expectativas. Como lidar com isso?

A beleza da mudança na vida
Podemos lidar com a dor de várias maneiras: ficar com raiva e gritar, beber ou consumir drogas, comer porcaria, assistir TV ou encontrar outras distrações. Podemos encontrar maneiras positivas de lidar com o estresse, a dor e a raiva: exercícios, conversar sobre nossos problemas com um amigo ou tentar assumir o controle da situação de alguma forma (planejar, agir, ter uma conversa difícil para resolver as diferenças etc.). Ou, podemos abraçar as mudanças.

Se as mudanças são um fato básico da vida, então por que resistir? Por que não abraçar e desfrutar?

Veja a beleza da mudança. É difícil, porque estamos muito acostumados a resistir. Vamos deixar de lado a nossa resistência e julgamentos por alguns minutos, e olhar para a beleza nas mudanças da vida:

Alguém grita com você no trabalho. Esta pessoa está sofrendo, frustrada, irritada, e está colocando isto para fora com você. Estão desabafando, tentando controlar o caos da vida (inutilmente é claro), e não estão conseguindo. Você nunca passou por isso? Você já se sentiu assim? Há beleza em nossas semelhanças, em nosso compartilhar da dor, em nossa conexão como seres humanos. Devemos abraçar o que é belo, entender o ser humano que está ferido, sentir sua dor, demonstrar compaixão.

Seu filho de 3 anos (ou 13 anos) não escuta você. Surpreendentemente, seu filho está afirmando sua independência. Ele está mostrando que é um ser humano completo, não apenas um robô que segue ordens. Você já esteve nessa posição? Alguma vez você já ficou frustrado por alguém tentando controlá-lo? Há beleza nesta independência, neste espírito de luta, nesta rebelião. Isso é o que a vida é (eu sei, a vida é mudança, mas mesmo a rebelião precisa de certo controle). Sorria com essa beleza, ame-a, dê a seu filho algum espaço para crescer.

Você perde seu emprego. Por mais difícil que seja, é um fim, mas também um começo. É o início de uma nova jornada, a oportunidade de arejar sua vida, de reinventar quem você é. Veja a beleza nesta oportunidade, a libertação da "maneira usual".

Você tem muitas tarefas e se sente oprimido. Isso é difícil, sem dúvida, mas é possível entregar-se ao caos de tarefas e informações e demandas. Você não pode fazer tudo de uma vez, mas pode deixar de querer que as coisas estejam sob seu controle completo. Há beleza neste caos. É aleatório, é louco, é vida. Veja a dor de sua resistência e a beleza nesta luta também. Então perceba que você só pode fazer uma coisa de cada vez, e faça isso. Então deixe estar e faça a próxima coisa. Ao abraçar o caos e ver a beleza nele, podemos ficar menos sobrecarregados e estressados.

Um ente querido morre. Talvez seja a coisa mais difícil de todas - e é triste, sem dúvida. Mas a morte é um fim, é uma necessidade. O fim se faz necessário para que haja a beleza: caso contrário, não apreciamos a coisa, porque é ilimitada. Os limites são a beleza. E a morte é o limite final, um lembrete de que precisamos apreciar essa bela coisa chamada vida enquanto a temos. A morte também é um começo - não no sentido de uma vida após a morte, mas um começo para os sobreviventes. Enquanto perdemos uma pessoa importante, esse fim, como a perda de um emprego, é um momento de reinvenção. Pode parecer triste, mas somos forçados a reinventar nossas vidas quando um ente querido morre, e nesta reinvenção há oportunidade. O que eu acho lindo. Finalmente, é claro, a morte é uma oportunidade para lembrar a vida da pessoa, e ser grato pelo que nos deu.

As possibilidades de encontrar beleza em nossas lutas com a mudança são infinitas. E, eu acredito, isso é maravilhoso à sua própria maneira.